POV: você é o general, e deve punir sua tenente...
" Tenente, para o meu escritório agora!!! " - o comandante diz para sua subordinada.
Ela imediatamente, se vira e caminha suntuosamente até o escritório, onde espera por quase meia hora.
O general adentra a sala com um suspiro de aflição, e fecha a porta atrás de si. Senta-se na sua poltrona, observa a tenente por alguns segundos, tenta raciocinar com calma e depois põe as duas mãos entrelaçadas sobre a mesa, olhando bem nos olhos da tenente, que o observa de sua cadeira com as pernas e os braços cruzados e um olhar de raiva e descontentamento. Ele então começa à falar:
" Tenente, o que você tem à dizer sobre seu comportamento essa tarde? "
" Nada! " ela responde enquanto vira o rosto e empina o nariz. " Não fiz nada de demais! "
O general eleva um pouco o tom de voz.
" Você agiu sem autorização e foi violenta com os seus subordinados! Isso está fora da sua jurisdição, nenhum tenente tem permissão para agir tão precipitadamente e impulsivamente como você agiu!!! "
A tenente dá uma pequena bufada de ar e responde:
" Não fiz nada que não devesse ter sido feito! Meus subordinados precisavam daquela punição para aprenderem à obedecer seus superiores, não importa a situação!! O que eu fiz foi apenas cumprir o meu dever como autoridade, e isso alguém deveria fazer rapidamente e sem hesitação!! O senhor deveria me agradecer por ter cumprido o meu dever e ter mostrado àqueles incompetentes seu devido lugar!! Eles devem aprender de uma vez por todas à cumprir seus deveres e respeitar as autoridades!!!! "
O general solta as mãos sobre a mesa e quase grita com a tenente:
" Tenente você passou dos seus limites!!! " ele baixa um pouco o tom de voz. " Por muito pouco você poderia ser rebaixada agora! E infelizmente, terei que tomar uma atitude sobre isso! "
A tenente ficou furiosa.
" Seu distintivo. "
" O quê?? "
" SEU DISTINTIVO! " repetiu.
A tenente revirou os olhos e tirou o distintivo do bolso, colocando sobre a mesa.
" Suas medalhas também! " disse ele apontando para as medalhas no uniforme.
A tenente ficou estupefata e boquiaberta por alguns segundos e depois foi tirando cada uma das medalhas e jogando grosseiramente sobre a mesa. O general pegou tudo e guardou na gaveta da escrivaninha e depois trancou-a. Depois voltou-se para ela novamente.
" Você está suspensa por uma semana. "
Ela cruzou os braços novamente e olhou para o lado fingindo não escutar.
" SUSPENSA, entendido??? "
Ela suspirou e respondeu:
" Sim, senhor!!! "
Ele tentou relaxar um pouco e disse novamente.
" Tem algo à dizer?? "
A tenente inclinou-se para frente e respondeu em tom baixo, mas rispidamente:
" Sim, eu tenho algo à dizer! Isso é uma tremenda injustiça! Eu não fiz nada além do meu dever! Em seu lugar qualquer outro estaria me elogiando ou me dando uma medalha! Talvez por causa desse tipo de atitude que o senhor ainda não foi promovido. Mas tudo bem. Tudo isso acaba em uma semana e eu vou pedir transferência de unidade. Com certeza vou encontrar outra pessoa que aprecie o meu trabalho em outro lugar. Mas acho que essa história ainda não acabou. "
Ela deu uma pausa e se ajeitou na cadeira. O general inclinou um pouco a cabeça e espreitou os olhos, os nervos à flor da pele. Ao ver que o general não diria mais nada, nem reagiria, ela se dispôs à se levantar.
" Era só isso. " - disse.
" ESPERA! " - ele respondeu.
Ela olhou para ele, surpresa, e parou de se levantar voltando à se sentar. Ele olhou para ela por alguns instantes e depois falou devagar, mas forte:
" Ponha os pulsos sobre a mesa! "
" Mas o quê...? "
" PONHA OS PULSOS SOBRE A MESA!!!" ele repetiu com ênfase, com mais raiva em sua expressão.
Ela percebeu o que iria acontecer e colocou os braços sobre a mesa com uma expressão de desdém.
O general colocou as algemas nos braços dela e olhou para as algemas por alguns instantes sem saber o que fazer, até olhar para o rosto dela e perceber que ela o olhava com ódio e desdém, em tom de desafio. Imediatamente ele levantou da poltrona, olhou as janelas e porta e fechou as cortinas. Ao notar a mudança de atitude, a tenente ficou assustada e intrigada ao mesmo tempo.
" O que você está fazendo??? " - perguntou.
" Eu não sei... " ele balbuciou enquanto voltava pro lugar. " Eu... Realmente não sei..." ele repetiu.
Ela suspirou de raiva e tédio, tirando os braços da mesa e se esparramando na cadeira. O general olhava para baixo com a mão na cabeça tentando pensar em uma solução ou um jeito de sair daquela situação. Pouquíssimos minutos depois ela reclinou-se para frente, entediada.
" E então, o que você vai fazer?? " e fez uma pausa. " Vai me manter aqui, como um bichinho de estimação???? " - disse levantando os braços e balançando as algemas. " Não vejo problema nisso, mas não pensei que você olhasse pra mim assim... " ela admitiu com certo desprezo enquanto olhava para o lado.
O general olhou para ela, avaliando-a, ainda furioso. Ele tinha sim muita consideração pela tenente e pelo seu trabalho. Mas aquelas atitudes e comportamentos jamais seriam tolerados por ele. Jamais pensava em chegar àquele ponto em relação à ela ou a olhava daquela maneira. Mas ela deveria ser punida de alguma forma que a atingisse, e nenhuma outra ideia lhe vinha à mente do que aquela que a própria tenente havia lhe evidenciado... Ele tirou uma palmatória de um armário e pôs sobre a mesa.
" Agressão física. É a única opção que me resta. Não é de violência que você gosta? Não foi o que você mostrou hoje? "
Ela espreitou os olhos se inclinando na direção dele e perguntou, duvidosa:
" Você não faria isso... "
Ele cruzou os braços e respondeu.
" É a única solução que eu vejo... "
Ela olhou para o lado disfarçando um sorriso e voltou à olhar para ele duvidosa e contrariada.
" Você não faria isso. Você não teria Coragem nem Capacidade pra isso!! " ela disse.
" Será? " ele respondeu. " Será que eu seria 'Homem o bastante' pra isso??... " respondeu ele ainda a analisando...
Ela abaixou a cabeça disfarçando o sorriso novamente. Depois de alguns segundos ela levantou a cabeça olhando para baixo mordendo o lábio com força.
" Você acha que eu não te denunciaria por isso??? " - instigou-o, olhando-o nos olhos.
Ele sentou de lado sobre a mesa, reclinando-se para ela.
" Mas você não disse que 'alguém apreciaria o seu Próprio trabalho'???? " respondeu.
Ela continuou olhando para ele cerrando cada vez mais os olhos... Depois de alguns minutos, deu um pequeno grunido e quase gritou:
" Para logo com essa brincadeirinha idiota e me deixa ir embora!!!!!! "
" Eu não estou fazendo brincadeira nenhuma... "
" Claro que está, você está blefando! Fazendo apenas ameaças para me dar medo ou ficar quieta!!! "
Ele se levantou e inclinou o torso falando devagar:
" EU NÃO ESTOU BLEFANDO!!! "
" Então prove!!!! " esbravejou.
" Fique de pé! " ele ordenou.
Ela olhou para baixo e remexeu na cadeira.
" DE PÉ, AGORA!!!! "
Ela se levantou contrariada, com uma expressão de desprezo no rosto. Ele pegou a palmatória e puxou-a pelo pulso até pouco depois do recosto da cadeira. O general respirou fundo tentando controlar os próprios sentimentos, até que a tenente tentou olhar para trás, com desdém.
" Eu não disse... " Ia dizendo quando a palmatória a acertou em cheio. Ela soltou uma arfada de surpresa e esperou até retomar o ar para dar uma risada sarcástica. " Era só isso??" desdenhou
O general lhe acertou novamente. A tenente respirou fundo e esperou a doce punição. Ele continuou acertando-a por várias vezes seguidas sem receber reação, e então ele buscou olhar para o rosto da tenente que mantinha um sorriso de desdém no rosto. O general lhe acertou com toda a força que tinha e, para sua surpresa, ouviu um pequeno gemido de prazer.
Naquele instante, a mente do general ficou confusa e estarrecida. Mas as coisas já haviam ido longe demais para se esquecer simplesmente ou deixar tudo como estava.....
Continua....
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